Uma Seleção em busca de comando
- Agência ZeroUm
- há 7 dias
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Atualizado: há 3 dias
Jorge Jesus surge como possível candidato ao posto de comandante da seleção brasileira.

Após a demissão de Dorival Júnior do comando da Seleção, muitos voltaram os holofotes ao atual técnico do Real Madri e do processo desgastante que culminou com o ‘não’ dado à CBF para assumir o comando do nosso futebol.
Há quem coloque nesse ‘tempo perdido’ o resultado da falta de padrão do time. Ora, tivemos Diniz e Dorival que são técnicos com conceitos extremamente diferentes. Aplicações distintas. Mas tempo o principal, jogadores capazes de jogar um bom futebol.
Para além de nomes, sim, precisamos de um time. Nossa história já mostrou que montar uma equipe em cima de um time já ajustado pode ser um diferencial importante que traga o conjunto necessário. O time de 1994, por exemplo, foi pensado assim ainda no processo de construção da sua identidade.
Porém, precisamos falar de vestiário. Estariam nossos atletas prontos e dispostos a enfrentar, aceitar e acatar novos e diferentes padrões de comando? Essa pergunta é muito pertinente, sobretudo, quando se olha os últimos 5 anos das seleções de base. Por vezes, a ideia de sucesso impediu a concentração e manutenção de objetivos. O que se ouvia é que alguns jogadores se sentiam grandes demais para ‘simples’ competições de base.
Quando olhamos para o time principal, precisamos de nome ou autoridade?
Jorge Jesus é um técnico reconhecido por uma temporada apenas no Brasil, temporada de títulos importantes, mas, também, por um temperamento longe dos modelos que estamos acostumados. Estariam, todos, cientes dos riscos que corremos e que desejamos correr?
Sim, mudar requer assumir alguns novos riscos. Nem todos, talvez, sejam necessários. Trazer Jorge Jesus pode ser a solução quanto a uma proposta de jogo e uma exigência para mostrar autoridade diante de tamanho cenário de terra arrasada. Cabe ao comando da CBF avaliar as condições e aos jogadores de comprarem a nova proposta que vier. Em tempo, sendo JJ ou não, o que é preciso mudar é a postura em campo. E para isso não é preciso treino, é vontade.
Bruno Velasco
Agência ZeroUm
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